Bugatti Veyron há 400 km

 

No dia 19 de maio de 2005, o Bugatti Veyron quebrou o recorde de velocidade para carros produzidos em linha com 407 km/h, superando o sueco Koenigsegg CCR, que havia alcançado 388 km/h. No dia 14 de setembro de 2007 o Ultimate Aero Twin Turbo, da Shelby Super Cars (SSC) estabeleceu novo recorde, com 411,76 km/h na média de duas passagens (413,83 km/h na primeira e 409,71 km/h na segunda). A 399 km/h, em que cerca de 111 metros são percorridos em 1 segundo, o volante trabalha sem qualquer assistência; o motor está se aproximando de 6500 rpm em sétima marcha e a pressão dos pneus sobe de 3 para 3,5 bar em 15 segundos. “Aumentar a velocidade máxima em 1 km/h iria requerer oito cavalos nesse ponto”, afirma Wolfgang Schreiber, diretor técnico da engenharia da Bugatti. Para chegar aos 400, o motorista gira a chamada “chave de velocidade”, comando localizado entre o assento e a soleira. No módulo “velocidade”, a asa traseira e o spoiler sobre ela se retraem quase por completo, os painéis do difusor dianteiro se fecham, a altura de rodagem cai para 65 milímetros na frente e 70 atrás e o coeficiente Cx diminui de 0,37 para 0,36. Nessa configuração, a resistência de arrasto está no seu mínimo absoluto - mas a pressão gravitacional também. Na frente não há qualquer elevação e na traseira há meros 40 quilos sobre a asa. No módulo “dirigibilidade”, que vale para até 376 km/h, os números correspondentes são 150 quilos no eixo dianteiro e 200 no eixo traseiro. Como o carro transcende tudo o que existe, em se tratando de carros de rua, dirigi-lo parece ser um grande desafio no mundo real. O Veyron vai da imobilidade a 99 km/h em 2,5 segundos, exatamente o mesmo tempo alcançado pela Yamaha de Valentino Rossi. Ele atinge 200 km/h em 7,3 segundos e é mais rápido que o F2005 de Michael Schumacher. Leva 14,8 segundos para ir de zero a 301 km/h, e para chegar aos 400 km/h ele faz em 20 segundos.

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